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Diário Ateísta: A dissolução da família

  • Carlos Esperança · 1 month ago
    Venham mais posts como este.
  • Xiquinho Silva · 1 month ago
    E vários por dia! :)
  • Paulo Cabaça · 1 month ago
    Boa noite. Gostaria de saber o que é necessário fazer em concreto para pedir a apostasia uma vez que sou Baptizado e não quero a Igreja a falar por mim. O pedido deve ser dirigido a quem (conheço mal a organização da Igreja) e como. Se alguém me puder informar eu agradeço.
  • Carpinteiro · 1 month ago
    Caro Paulo Cabaça:

    A parte mais difícil é descobrir a data e a paróquia de baptismo. Essas informações estão inscritas no certificado de baptismo (que você já deve ter perdido), no livro de casamento dos seus pais, ou no seu próprio livro de casamento (se se tiver casado pela igreja).
    O pedido deve ser endereçado para o actual padre da paróquia do seu baptismo e um duplicado deve ser enviado «com conhecimento» para a diocese correspondente. Se a resposta tardar, um novo pedido com recomendação de resposta pode ser necessário.
    Apesar da lei de Acesso e Correcção de Dados Pessoais, a igreja não removerá por completo o seu nome do registo de baptismo, mas antes adicionará uma nota na margem mencionando «declarado apóstata».
    Exemplo de uma carta de pedido de desbaptização:
    Senhor Padre/Reverendo,
    tendo sido baptizado na igreja da freguesia de [__] no dia [__] de [__] do ano [__] sob o nome [__], eu pretendo ter o meu nome removido do vosso registo de baptismo com a seguinte menção: «declarado apóstata por carta escrita datada de [__]».
    De facto, as minhas convicções religiosas e filosóficas não correspondem aquelas das pessoas que estimaram em ter-me baptizado. Assim, os seus escrúpulos da verdade, e os meus, serão aliviados, e os vossos registos ficarão isentos de qualquer ambiguidade.
    Aguardando uma confirmação escrita,
    Cidade de [__], aos [__] de [__] do ano de [__]Assinatura:
  • Zeca-portuga · 1 month ago
    Ora aqui está quilo a que se pode chamar um Post imbecil.

    Começa logo aqui
    Na Roma antiga os deuses não intervinham para oficiar casamentos

    Hoje, cá, em Portugal, também não.
    È invocada a bênção de Deus para o casamento. E a Igreja tem-no como um acto de favorável à luz sua doutrina.
    Jesus disse: “onde estiverem dois reunidos em um nome, eu estarei no meio deles.”
    Portanto, se intervém aí, é como convidado de honra, cuja protecção é invocada por vontade dos noivos.
    Aliás, a Igreja (e o nosso direito) reconhecem como válido o casamento feito em circunstâncias que não na igreja, que não com um padre (por exemplo a bordo).

    Mas, também em Roma havia uma deusa protectora do casamento – Hera. Curiosamente, até os deuses eram casados.
    Não se constas é que casassem com parceiros do mesmo sexo!



    não se fazia distinção entre casar e coabitar.
    Por acaso até fazia, sobretudo em questões de direito (até por isso era usado como forma de fazer e selar alianças entre famílias). Por exemplo, era legítimo a um cidadão romano coabitar com uma estrangeira, mas casar-se não.
    De resto, o casamento é muito anterior à “cultura romana”, por muito que custe a alguns (ditos) investigadores.
    Por outro lado, o tema do casamento e da poligamia foi já abordado no Concilio de Jerusalém no ano 49.
    Mas, independentemente disso, na selva, ao contrário da “polis” civilizada, é que não se faz distinção entre casar e coabitar. Portanto, quanto mais selvagem menos será tal distinção.


    O casamento não passava de um acordo privado entre famílias, selado com um banquete, regado com bom palhete.

    Imposto pela vontade do progenitor, ou negociado sem a intervenção da mulher.
    Veja-se só o que esta besta defende.

    Aliás, foram os “bons costumes” de Roma que arruinaram o império, que era a União Europeia da época (bastante mais sólida e mais produtiva do que a actual).
  • Carpinteiro · 1 month ago
    «Jesus disse: “onde estiverem dois reunidos em um nome, eu estarei no meio deles.”
    …»

    Zé, cultive-se:

    http://www.scribd.com/doc/4014681/Jesus-Cristo-...
  • Carpinteiro · 1 month ago
    «…era legítimo a um cidadão romano coabitar com uma estrangeira, mas casar-se não.»

    - Na Roma antiga os cidadãos romanos não podiam contrair matrimónio com escravas ou prostitutas e precisavam de uma autorização especial para casar com estrangeiras.
    Inclusivamente na época medieval, quando a repartição de tarefas entre marido e mulher era essencial para a economia rural, não era apenas a Igreja que controlava a vida nupcial; também os senhores feudais podiam impedir os servos de casar com alguém de outro feudo. Na Alemanha do século XIV, muitos camponeses tinham de pagar ao senhor feudal para poderem casar com quem quisessem, e as mulheres solteiras eram multadas por manterem relações sexuais (a chamada leirwite) ou por terem filhos fora do matrimónio.
    Só mais tarde com a Reforma protestante e o aparecimento de uma burguesia urbana livre das amarras do clero, se veio a alterar a situação.

    Quanto à queda de Roma e seus costumes, deve-se às más companhias de Constantino e sua famosa “doação”… Será?

    E já agora, vê se consegues participar sem recorrer ao insulto, sei que é difícil mas faz um esforço.
  • Zeca.portuga · 1 month ago
    Bem!
    Troquei Hera por Juno... Roma por Atenas... tanto faz!